Mário Paixão – Consolidar o desempenho e crescimento
30 Dez 2012

Mário Paixão – Consolidar o desempenho e crescimento

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A ASA – Aeroportos e Segurança Aérea de Cabo Verde, é detentora de um longo percurso histórico feito de conquistas tecnológicas, operacionais e infraestruturais. Se a quando da independência do país, Cabo Verde apenas possuía um aeroporto internacional, atualmente conta com mais três, contribuindo de forma decisiva para o crescimento económico e visibilidade internacional de Cabo Verde. Pela qualidade do serviço prestado, a ASA tem cativado a confiança dos seus clientes e utentes, prestigiando Cabo Verde junto das organizações da aviação civil internacional e de todos quantos nos visitam. 
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Mário Paixão, Presidente do Concelho de Administração da ASA, é um homem orgulhoso pelo trabalho que, sob a sua liderança, toda a equipa da ASA tem vindo, nos últimos anos, a desenvolver. Responder aos novos desafios de um mercado em permanente evolução, tem sido a aposta da empresa.

Com o lema “investir para crescer”, no quadriénio compreendido entre 2004 e 2008, a ASA colocou em marcha a estratégia de abertura de mais três aeroportos internacionais em Cabo Verde. Para além do Aeroporto Internacional Amílcar Cabral localizado na Ilha do Sal, a ASA inaugurou ainda aeroportos internacionais na cidade da Praia, na Ilha da Boa Vista e em São Vicente. Conforme refere o presidente da empresa, “investiu-se no setor aeroportuário para acrescentar valor à economia cabo-verdiana e ao turismo de Cabo Verde”. Tal facto aconteceu e os novos aeroportos acrescentaram tráfego, contribuindo assim para o crescimento do turismo, do desenvolvimento socioeconómico do país, para a dinamização do arquipélago e, em última análise, para o crescimento da ASA.

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ASA

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Este crescimento rápido do tráfego, também permitiu uma melhor integração de Cabo Verde no mundo. Segundo Mário Paixão, “o tráfego internacional registou um crescimento muito mais significativo que o registado ao nível doméstico, o que significa que os aeroportos cumpriram o seu papel de ligação de Cabo Verde ao mundo, da valorização do produto turístico e portanto, catalisaram de forma inequívoca o crescimento da economia em Cabo Verde”, acrescentando que “o seu impacto económico e financeiro foi muito significativo. O peso da atividade aeroportuária no cômputo geral da atividade da ASA aumentou. Antigamente, tínhamos um peso excessivo dos serviços de navegação aérea, no entanto, com o investimento nos aeroportos internacionais, regista-se já uma tendência para o crescimento do peso dos aeroportos na consolidação do desempenho da ASA. Por isso, os investimentos que foram realizados a este nível, no nosso ponto de vista, foram-nos extremamente vantajosos. Como tal, regozijamo-nos com os bons resultados operacionais que temos vindo a alcançar.”

Apesar dos quatro aeroportos atualmente instalados no país, o certo é que cada um deles tem as suas especificidades e vocações. O aeroporto do Sal é o maior aeroporto do país. Além de servir o turismo, serve igualmente a segurança da navegação aérea no Atlântico. No quadro internacional, o aeroporto do Sal serve de aeroporto de segurança para todos os aviões de grande porte que cruzam o espaço aéreo de Cabo Verde nas rotas da Europa com a América do Sul, de África com a América do Norte e de África com a Europa.

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Mário Paixão

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Os restantes aeroportos de Cabo Verde, sendo de menor envergadura, servem para ligações ponto a ponto – fundamentalmente para o turismo – e para a ligação com a diáspora. Conforme expõe Mário Paixão, “em conjunto, formam uma rede aeroportuária equilibrada, à medida das nossas possibilidades e recursos, respeitando sempre os critérios de boa gestão e de racionalidade da nossas capacidades”.

Quadruplicar a oferta aeroportuária de nível internacional, exigiu, por parte da ASA, grandes investimentos, quer ao nível financeiro, quer em termos de recursos humanos. “A par das grandes intervenções ao nível das infraestruturas aeroportuárias, também fizemos um grande investimento em termos de capital humano, pois tínhamos perfeita noção que, na sequência do crescimento das atividades aeroportuárias, os recurso humanos seriam uma componente essencial para o sucesso do projeto. Como tal, através de recrutamento interno facultado pelo diagnóstico da gestão dos recursos humanos existentes na empresa, optámos por apostar fortemente na formação dos nossos quadros, e concluímos que era possível distribuir recursos já existentes”, explica Mário Paixão.

Fruto desta redistribuição de tarefas, vários elementos que tinham funções administrativas passaram a exercer funções operacionais e técnicas. Assistentes de relações públicas, oficiais e auxiliares administrativos foram reconduzidos para as áreas operacionais como oficiais de operações aeroportuárias, oficiais de informação e exploração aeronáutica. Desta forma, “não foi necessário recrutar pessoas externas à empresa; limitámo-nos a realocar os recursos existentes com uma aposta forte na polivalência e na flexibilização das forças laborais com resultados extremamente positivos”, explica Mário Paixão.

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ASA

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Atualmente, os aeroportos internacionais em Cabo Verde funcionam exclusivamente com pessoas que já laboravam na ASA. Através de fortes investimentos na especialização, a ASA formou, nos últimos anos, dez masters de sistemas aeroportuários. Tal como diz o presidente do Conselho de Administração da ASA, ao nível do capital humano, “fez-se um grande esforço, no entanto, a formação e qualificação do pessoal da ASA é um processo contínuo, por forma a evoluir e melhorar cada vez mais as aptidões profissionais dos nossos elementos, respondendo de forma plena às exigências dos nossos clientes”.

Uma das estratégias do governo cabo-verdiano para o desenvolvimento económico do país, passa pela criação de vários clusters económicos. Um destes clusters é precisamente o do ar e dos aero negócios. A reconversão do aeroporto do Sal – que é um aeroporto de categoria 1 – para outro tipo de atividades de suporte ao setor de aviação, designadamente a criação de oficinas com maior capacidade de manutenção de aeronaves e eventualmente a criação de um entreposto de carta aérea Sul-Norte e Oeste-Este, não é um problema para a ASA. Conforme explica Mário Paixão, “em termos operacionais, não há necessidade de se fazerem grandes investimentos, uma vez que a pista existente e a plataforma de estacionamento de aeronaves tem capacidade suficiente para acomodar qualquer tipo de tráfego no futuro. Também temos uma boa gestão de solos e de espaços, com grande potencial de expansão”, concluindo que, “o ativo já existe, apenas precisa de ser rentabilizado”.

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Mário Paixão

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O governo, a ASA e os operadores económicos que pretendam desenvolver outras atividades no aeroporto, têm todas as condições para o fazerem. Segundo o presidente da ASA, “existe um Plano Diretor que estabelece as áreas-chave de crescimento do aeroporto para a carga aérea, para a expansão do terminal de passageiros e para as estruturas de manutenção e assistência a aeronaves. Este plano está bem definido, o que nos permite facilmente concessionar espaços para a implementação deste serviços. Estamos precisamente a trabalhar para incentivar os diversos parceiros mundiais, por forma a que possam tirar proveito da localização estratégica de Cabo Verde, usufruindo também de todas as vantagens que o país possui: estabilidade política, social e económica; boa governação, um bom ambiente de negócios, segurança, uma democracia consolidada, ausência de doenças e uma boa interligação cultural com o resto do mundo. Por tudo isso, penso que podemos ser essa ponte entre os diversos continentes, culturas e regiões”.

Há contudo alguns desafios que têm de ser ultrapassados. A diminuição da atividade comercial nos espaços públicos dos aeroportos é, sem dúvida, um deles. Regista-se, por parte dos comerciantes, um desinteresse pela exploração comercial de lojas e áreas de conveniência nos aeroportos nacionais.  Segundo Mário Paixão, “este decréscimo de atividade comercial, nomeadamente a que se verifica no aeroporto do Sal, explica-se pelo facto de ter havido uma reorientação de vocação do próprio aeroporto. Antigamente era o único aeroporto internacional do país, logo a única porta de entrada em Cabo Verde. Todas as pessoas tinham que, forçosamente, passar por ele. O Sal funcionava como o único hub do país, em que os passageiros chegavam em grandes voos internacionais e só depois partiam para as várias ilhas. Logo tinham que passar muito tempo no aeroporto, o que propiciava a atividade económica que então se verificava nos espaços comerciais públicos.  Contudo, com a abertura dos outros aeroportos internacionais e com a possibilidade de ligações diretas com o estrangeiro, sabíamos que essa atividade iria diminuir. Também o perfil dos passageiros do Sal mudou. Passámos a receber grandes grupos de turistas que chegam, vão para os autocarros e logo de seguida para os hotéis, onde permanecem durante toda a sua estadia. Os aeroportos são apenas pontos de passagem, onde as operações aeroportuárias são extremamente rápidas, o que não deixa tempo para os turistas frequentarem os espaços comerciais dos aeroportos”.

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ASA

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A pensar neste problema, a ASA iniciará, já no próximo ano, obras de remodelação do Aeroporto Internacional do Sal, onde a área comercial merecerá uma atenção especial, por forma a ser mais atrativa aos negócios, estimulando os passageiros a frequentarem-na, contribuindo para o crescimento da economia local. Abraçar este e outros desafios, é o que motiva o presidente do Conselho de Administração da ASA. Mário Paixão é um homem orgulhoso pelo percurso que a empresa tem vindo a desenvolver. Conforme diz, “foram traçados dois planos de negócios: o primeiro para o quinquénio 2004-2008 que correu muito bem, ultrapassando mesmo muitos dos objetivos inicialmente previstos e o segundo, 2009-2013, que se encontra em fase final de execução, revela já resultados igualmente muito positivos”. Contudo e apesar dos sucessos alcançados, Mário Paixão confidencia que “ainda há certamente muitas mais coisas que têm de ser feitas, pois este é um setor que se transforma todos os dias e que exige cada vez mais e melhor”, e conclui que, “nestes últimos anos, alcançaram-se ganhos e muitos êxitos, os quais são motivo de orgulho para toda a família de colaboradores da ASA.”

A ASA – Aeroportos e Segurança Aérea de Cabo Verde, é uma empresa sólida e bem estruturada no contexto económico nacional, que espera continuar a crescer, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento económico do país e para o prestígio internacional de Cabo Verde, dos seus governantes e das suas gentes.


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