Crença e empenho na construção do Estado
30 Set 2012

Crença e empenho na construção do Estado

Na comemoração de mais um aniversário da Independência Nacional, julgámos ser oportuno colher, de forma transversal, a opinião  da sociedade cabo-verdiana quanto aos seus anseios antes da independência e se os mesmos foram entendidos, passados que estão 37 anos daquele dia histórico e incomensurável que foi o 5 de julho de 1975.

Para os cabo-verdianos e cabo-verdianas, estes trinta e sete anos são motivo de grande orgulho, pois juntos, transformaram o que outros consideravam de inviável num Cabo Verde viável, herança apetecível para as gerações vindouras, com a certeza porém, de que ainda há muito trabalho para realizar.

Provaram ao mundo que, da sua crença e empenho inabaláveis, foi possível combater a pobreza, especialmente a pobreza crítica, que pela fome ceifou muitas vidas; consolidaram os direitos de equidade, cujos valores e princípios, baseados na igualdade e na justiça social, sempre lhes  foram negados pelo regime colonial. Unidos, provaram que a promoção e a proteção dos direitos humanos são condições fundamentais para a existência de uma sociedade mais justa, sendo a educação o meio mais eficaz para fomentar consciências pelo respeito aos seus semelhantes e ao seu próprio país.

Os cabo-verdianos reconhecem que a democracia representativa é indispensável para a estabilidade, a paz e o desenvolvimento, respeitando o princípio da tolerância política. Depreendi haver unanimidade quanto aos princípios democráticas existentes. Os mecanismos e instrumentos legais instituídos, têm cumprido intentos, traduzindo assim os desígnios da Constituição e dos organismos do Estado, garantes da democracia.

Contudo, reafirmam que o caráter participativo da democracia em Cabo Verde nos diferentes âmbitos da atividade pública e privada, poderão ainda melhorar, o que em última análise contribuirá para a consolidação dos valores democráticos, para a liberdade e para a solidariedade entre os todos os cabo-verdianos no arquipélago e no mundo.

Por tudo isto, expresso aqui a minha admiração por este povo e país, que nos ensina ser possível, com boas práticas, reproduzir o bem de forma consequente. Espero que o continuem a fazer por muitos e longos anos.

Luís Neves


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