Cíntia Lima  – Fotografar sensações, conquistar emoções.
07 Mai 2014

Cíntia Lima – Fotografar sensações, conquistar emoções.



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Nasceu em Portugal, mas ainda muito jovem veio para Cabo Verde, a terra dos seus pais. Cíntia Lima é licenciada em Educação Social com uma pós-graduação em Prevenção da Violência de Género, uma área que a apaixona. Após concluir o seu curso na cidade do Porto, no Norte de Portugal, Cíntia tentou entrar no mercado de trabalho português, mas sem resultados imediatos. O facto de não ter conseguido trabalho na área da sua vocação fez com que a jovem licenciada antecipasse o seu regresso a Cabo Verde. Escolheu a Boa Vista para morar, ilha onde haviam sido iniciados vários projetos na área social e que lhe garantiam colocação imediata. Apaixonou-se pela ilha e deixou-se ficar. A essa paixão juntou uma outra antiga, a fotografia e, atualmente, alia a atividade social ao contacto pessoal que a fotografia permite. 

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Cíntia Lima nasceu a 15 de junho de 1985 em Lisboa. Da sua infância passada em Portugal poucas memórias guarda pois, ainda muito jovem, acompanhou os seus pais na sua viagem de regresso para Cabo Verde. Iria voltar mais tarde a Portugal, mais concretamente à cidade do Porto, para tirar uma licenciatura e uma pós-graduação em Educação Social. Ainda enquanto estudante, sonhava já com a possibilidade de desenvolver projetos sociais em Cabo Verde, no entanto, antes de regressar, tentou obter alguma experiência profissional em Portugal. Desiludida com o facto de não ter conseguido encontrar trabalho imediato, decidiu voltar para Cabo Verde e tentar a sua sorte na ilha da Boa Vista, onde estavam a ser iniciados  vários projetos sociais para as camadas mais desprotegidas da população.

Integrada na equipa social da Câmara Municipal da Boa Vista, Cíntia Lima pôde colocar em prática muitos dos conhecimentos obtidos durante a sua formação. Integrou diversos projetos sociais, entre os quais o “Triplo Salto” que visa a integração da música enquanto arte, linguagem e conhecimento às crianças de Sal Rei e aos povoados do Norte. Trabalhou ainda com a OMCV – Organização das Mulheres de Cabo Verde em projetos de empoderamento das mulheres, ajudando-as na valorização do seu trabalho e na estruturação de melhores condições de vida. Teve ainda a oportunidade de cooperar num projeto entre a Câmara Municipal da Boa Vista e o Ministério da Habitação na reabilitação do Bairro da Boa Esperança.

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Cíntia Lima

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Apesar do muito trabalho que inicialmente encontrou, sempre arranjou tempo para uma paixão antiga: a fotografia. Sempre que podia, tentava conciliar as duas atividades. Durante o tempo em que integrou a ação social, Cíntia Lima tentava registar os momentos, as emoções e as reações de muitas das pessoas que acompanhava no âmbito dos projetos sociais. A objetiva fotográfica permitia-lhe perscrutar a alma e a consciência de quem, por norma, se refugiava do mundo exterior. Ficou-lhe o gosto por este lado mais humano, intimista e emocional que as suas fotografias expressavam.

A atual escassez de vagas disponíveis para trabalho em projetos de natureza social e à qual a ilha da Boa Vista também não é alheia, fez com que a jovem licenciada procurasse conciliar o gosto que sente pela fotografia com alguma rentabilidade financeira resultante desta atividade.

Cíntia Lima é, atualmente, guia turística e fotógrafa oficial em muitos dos complexos turísticos que existem na Boa Vista. O relacionamento com os turistas, as suas culturas e diferentes formas de encarar a vida têm-lhe alargado horizontes. O facto de todos os dias conhecer pessoas diferentes e conversar sobre as suas vidas é algo que considera fascinante. Prefere fotografar pessoas e emoções. Fazer parte desses momentos, ainda que como mera observadora, é algo que a motiva e a deixa feliz.

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Cíntia Lima

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Apesar de não pensar em abdicar profissionalmente da área da ação social, sente que, gradualmente vai criando uma relação mais profunda e recompensadora com a fotografia. Embora o trabalho de guia turística e fotógrafa a sujeite a alguma pressão e responsabilidade, sente-se emocionalmente mais liberta e alegre – o que não acontecia enquanto trabalhava na área social e onde todos os dias tinha de lidar com os problemas que afetavam fortemente a vida das pessoas.

Para Cíntia Lima a fotografia é uma forma de interiorizar sentimentos que, de outro modo, jamais poderiam ser preservados. Saber distinguir o instante exato para estas emoções é algo que a seduz e a cativa. Para o futuro, ambiciona possuir um estúdio fotográfico no qual possa continuar a aprisionar os sonhos e as emoções de quem com ela partilha aquele instante da vida.

GALERIA DE CÍNTIA LIMA

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