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Brava – A Ilha das Lendas
12 Ago 2016

Brava – A Ilha das Lendas

Eugénio Tavares diz que da Brava para qualquer ponto os ventos são sempre de proa, o mar é sempre picado, as correntes sempre contrárias, o céu sempre toldado e prenhe de ameaças. Mas o regresso é a fresta, o mar é de rosas e os ventos de feição.


Ilha Brava — Projetar o desenvolvimento
12 Ago 2016

Ilha Brava — Projetar o desenvolvimento

A Ilha Brava possui características únicas que podem torná-la num modelo de desenvolvimento sustentado em Cabo Verde. As suas paisagens intocadas, aliadas a uma cultura ímpar e secular, tornam-na potencialmente vocacionada para atrair um turismo diferenciado de alto valor acrescentado. Esse tipo de turismo pode potenciar o aparecimento e o desenvolvimento de outras atividades conexas que vão da restauração à hotelaria, passando pelo artesanato, comércio e os agronegócios. Contudo, a Brava enfrenta o mesmo tipo de desafios que o resto de Cabo Verde. O desafio da unificação do mercado é, talvez, o mais gritante. Sem se ultrapassarem estas limitações, dificilmente a Brava se poderá afirmar como uma plataforma de prestação de serviços e de fornecimento de bens no país.


Criar sinergias para potenciar o crescimento da Brava
12 Ago 2016

Criar sinergias para potenciar o crescimento da Brava

Orlando da Luz Vieira Balla intitula-se emigrante. Em 1961, parte à conquista do mundo e de melhores oportunidades de vida. Fixou-se primeiro em Dakar, onde ficou apenas seis meses e depois na Holanda, onde residiu durante três anos. Finalmente parte para os Estados Unidos da América, país que o acolheu durante quarenta anos. Em 2004, Orlando Balla regressa a Cabo Verde, mas só em 2010 decide voltar definitivamente. O desejo de fazer algo pela sua Ilha Brava e pelo seu povo, levam-no a entrar na política. É, atualmente, o presidente da Câmara Municipal da Brava.


Fomentar estratégias para o desenvolvimento da Ilha Brava
11 Ago 2016

Fomentar estratégias para o desenvolvimento da Ilha Brava

David Lima Gomes é natural da freguesia de Nossa Senhora do Monte, Ilha Brava. Fez os estudos primários em Nova Sintra e, após uma curta passagem pelo Seminário dos Capuchinhos, na Ilha do Fogo, muda-se para São Vicente. Quatro anos volvidos, regressa à Brava para trabalhar no ex-ciclo preparatório. Em 1992, a quando das primeiras eleições autárquicas em Cabo Verde, David Lima Gomes foi eleito deputado municipal. Após dois anos, assumiu funções como secretário municipal da Câmara da Brava, cargo que manteve até 1997, ano em que se fixa na Cidade da Praia para completar os seus estudos em Planeamento de Gestão de Desenvolvimento. Terminado o curso, regressa novamente à Brava para integrar o programa "Luta Contra a Pobreza" onde trabalhou durante oito anos. Em 2008, por convite do MpD, candidata-se à Câmara Municipal da Brava mas não consegue ser eleito. Esteve até 2011 ao serviço do Município da Ribeira Grande, em Santiago, como secretário municipal. A quando das eleições legislativas de 2011, encabeçou a lista do MpD como deputado pela Brava e é, presentemente, Deputado da Nação pelo circulo eleitoral da sua ilha natal.


Semear para mais tarde se colher
11 Ago 2016

Semear para mais tarde se colher

José Domingos Lopes nasceu na Ilha Brava em 1939. Até completar os dezoito anos, o jovem José teve de se contentar com o pouco que a Brava lhe proporcionava. A ambição e vontade de vencer na vida já lhe corriam no sangue. A família tinha tradição de emigração, e José Domingos ansiava a oportunidade de fazer o mesmo. Depois foi conhecer outros destinos. Tal como a maioria dos bravenses, escolheu os Estados Unidos da América. Aí tornou-se marinheiro mercante. Nas suas viagens, correu o mundo. O sonho de construir o seu próprio veleiro perseguiu-o durante anos. Reuniu forças e motivação e, durante 24 longos anos, deu corpo, com as suas próprias mãos, ao sonho da sua vida. Ele próprio trouxe o "Senhora do Monte", um veleiro com 76 pés de comprimento, desde New Bedford até à Brava, numa viagem de cinco semanas com escala nos Açores e nas Ilhas Canárias. Forte opositor do regime colonial, cooperou ainda na Luta de Libertação Nacional. Abraçou a política ativa tornando-se Deputado Nacional pela Ilha da Brava. Atualmente vive na casa que foi dos seus avós, no coração da Brava. Sente-se hoje em dia um homem feliz e realizado.


Isildo Armando da Silva — Unir os bravenses em torno do desenvolvimento
09 Ago 2016

Isildo Armando da Silva — Unir os bravenses em torno do desenvolvimento

Isildo Armando da Silva nasceu na Ilha do Fogo em 1947. Aos onze anos de idade abandonou a sua ilha natal e foi estudar para Santiago, onde viveu até completar os seus estudos médios. Depois, partiu para Portugal onde se licenciou em Engenharia Agrónoma e Ciências Agrárias. Regressou a Cabo Verde e, a par com as ciências agrárias, desenvolveu uma fervorosa militância clandestina no PAIGC. A luta pela independência de Cabo Verde levá-lo-ia, em 1972, a ter de fugir do país sob pena de vir a ser preso por acusação de subversão ao regime. Após a Independência Nacional, Isildo Silva regressa a Cabo Verde, contudo, contrariamente ao que previa, em vez de continuar a sua carreira como engenheiro agrónomo, foi destacado para os quadros da Polícia Nacional. Posteriormente, como Delegado do Governo, integrou uma comissão de serviço na Ilha Brava, experiência que o viria a marcar para toda a vida.


Fábrica de Queijo do Cachaço — Criar valor acrescentado aos produtos tradicionais da Brava
09 Ago 2016

Fábrica de Queijo do Cachaço — Criar valor acrescentado aos produtos tradicionais da Brava

Na localidade de Cachaço, no coração da Ilha Brava, localiza-se um projeto inovador que tem contribuído significativamente para a melhoria das condições de vida de uma parte da população daquela povoação. Situada a seis quilómetros da cidade de Nova Sintra, a Fábrica de Queijo do Cachaço é fruto de uma parceria entre a Associação do Cachaço e o Governo de Cabo Verde que, através do Programa de Luta Contra a Pobreza, financiou a construção e os equipamentos desta unidade produtiva. A Fábrica de Queijo do Cachaço é, atualmente, um caso de sucesso do empreendedorismo bravense.


Autoemprego — Solução para os níveis de desemprego nacional
09 Ago 2016

Autoemprego — Solução para os níveis de desemprego nacional

Arlete Monteiro é uma dona de casa diligente. A lide doméstica e o acompanhamento escolar dos seus dois filhos ocupam-lhe grande parte do tempo. Em dias de mar revolto, o seu marido, pescador de profissão, nem sempre consegue angariar o sustento familiar, por isso, Arlete empenhou-se em aprender um dos ofícios mais reconhecidos da Ilha Brava: os bordados. Atualmente, as suas peças são já uma referência em toda a ilha, havendo quem as compre para oferecer além-mar, principalmente nos Estados Unidos da América.


Ateliê de Bordados — Incentivar e potenciar o artesanato local
09 Ago 2016

Ateliê de Bordados — Incentivar e potenciar o artesanato local

As rendas e bordados são uma das principais atrações do artesanato tradicional da Ilha Brava. Como forma de incentivar e promover esta atividade, a Câmara Municipal construiu, no centro da cidade de Nova Sintra, um ateliê de artes e ofícios. Divulgar os trabalhos produzidos e motivar o interesse de novas artesãs é, para já, o grande objetivo deste espaço.


Unir os artesãos da Brava na criação de riqueza para Cabo Verde
09 Ago 2016

Unir os artesãos da Brava na criação de riqueza para Cabo Verde

Silas dos Santos nasceu na Ilha Brava a 6 de maio de 1977. Consequência de uma personalidade rebelde, a infância do jovem Silas foi algo conturbada. Com 18 anos de idade foi cumprir o serviço militar na Ilha de São Vicente onde, pela primeira vez, descobre o gosto pelo artesanato. Desde então, tem feito da sua arte a sua forma de vida. Tem, nos últimos anos, percorrido a maior parte das ilhas do arquipélago promovendo e divulgando as peças que produz. Recentemente, regressou à sua ilha natal para tentar algo novo: criar a Casa da Cultura onde espera associar as suas obras ao outro artesanato produzido na Brava.



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